sábado, 24 de maio de 2008

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Luansol. Get yours at bighugelabs.com/flickr

sábado, 25 de agosto de 2007

What Evolution?



"Hey big man, Pig man
Ha ha, charade you are..."

"Anyone who stops learning is old, whether twenty or eighty. Anyone who keeps learning today is young. The greatest thing in life is to keep your mind young." (Henry Ford)


Well, Mr. Ford, after 100 years, what have we been learning about air pollution?

"Equations are more important to me, because politics is for the present, but an equation is something for eternity." (Albert Einstein)
Are you sure, dear Albert?


"...You well heeled big wheel, ha ha charade you are.

And when your hand is on your heart,

You're nearly a good laugh,

Almost a joker,

With your head head down in the pig bin,

Saying, "keep on digging."

Pig stain on your fat chin.

What do you hope to find?

When you're down in the pig mine,

You're nearly a laugh,

You're nearly a laugh,

But you're really a cry.

Bus stop rat bag, ha ha charade you are.

You fucked up old hag, ha ha charade you are

You radiate cold shafts of broken glass.

ou're nearly a good laugh,

Almost worth a quick grin

You like the feel of steel,

You're hot stuff with a hat pin,

And you're good fun with a hand gun.

You're nearly a laugh,

You're nearly a laugh

But you're really a cry.

Hey you, Whitehouse,

Ha ha charade you are

You house proud town mouse,

Ha ha charade you are

You're trying to keep our feelings off the street

You're nearly a real treat,

All tight lips and cold feet,

And do you feel abused?

you gotta stem the evil tide,

And keep it all on the inside.

Mary you're nearly a treat,

Mary you're nearly a treat

But you're really a cry. "

(Pigs (three different ones) - Pink Floyd)

domingo, 12 de agosto de 2007

Capítulo VIII - Evolução - Era Mesozóica: Triássico


O reino dos répteis começa. A era Mesozóica ficou conhecida como a Era dos Répteis ou Idade dos Amonides. Esta Era pode ser interpretada como a Idade Média da vida na Terra. Nela, a evolução continua em uma velocidade mais acentuada que na Era Paleozóica. Em 140 milhões de anos, tivemos o aparecimento de aves, mamíferos, novas classes vegetais e um número muito grande de espécies animais. Em paralelo ao reino dos dinossauros (ou lagartos terríveis), temos o começo da evolução de uma nova classe de animais: os mamíferos (ou classe mammalia) que, mais tarde, dará origem ao ser mais destruidor que este planeta abrigou.

O primeiro período, o triássico, que aconteceu entre cerca de 250 e 199 milhões de anos atrás, compreende o surgimento dos protomamíferos, além do final da evolução dos tecodontes. Aqui, alguns répteis habitantes da terra também decidem voltar para a água. Não deve ser tratado como uma involução, e, sim como um ciclo natural da evolução.

Tudo se inicia com a passagem do permiano, da Era Paleozóica, para o triássico. No período anterior, já tínhamos uma ordem de pequenos répteis, os tecodontes. Estes répteis, mais tarde, dariam origem aos crocodilos, tartarugas, plesiossauros, mamíferos e aves. Enfim, animais muito, digamos, versáteis para originar tantos novos animais.

Os dinossauros marcaram essa Era, apesar de termos tido o começo de novas espécies, que, mais tarde, seriam senhoras absolutas do planeta. Não se sabe ao certo quando o primeiro dinossauro surgiu. Na realidade, o berço deles não foi a África. Tudo começou na América do Sul, mais precisamente, no Cone Sul.

Duas espécies, por muito tempo, disputaram o posto de primeiro dinossauro a surgir no planeta: o argentino Eoraptor (“ladrão do alvorecer”) e o brasileiro Staurikossaurus (“réptil cruzeiro do sul”). O Eoraptor acabou ganhando, quando fósseis muito antigos foram descobertos na região da Patagônia. Ambos eram bípedes e carnívoros, mas muito pequenos, se comparados aos dinossauros que viriam posteriormente.

No triássico, tivemos o reinado de muitos dinossauros carnívoros e alguns poucos herbívoros. O mais violento carnívoro desse período foi, também, um dino argentino, o Herrerasaurus (réptil de Herrera), que recebeu seu nome em homenagem a seu descobridor, Victorino Herrera. Este animal, da classe reptilia, media cerca de 3 metros de comprimento, o que lhe valeu o título de maior carnívoro do triássico.

Antes de continuar as divagações sobre dinossauros, vamos analisar como estava a configuração continental do planeta no triássico. A Pangéia ainda não havia sofrido separação tectônica até então. Um continente, apenas, garantia que uma grande parte dos animais habitasse todos os cantos do planeta. Então, apesar de fósseis triássicos, hoje, serem descobertos em uma determinada região do planeta não quer dizer que aquele animal tenha vivido apenas naquela região.

Outro carnívoro curioso trata-se do Coelophysis (“forma oca”), um terópode descoberto na região da América do Norte. Quando os paleontólogos acharam um grande cemitério desses animais, encontraram outro fato interessante: uma ossada continha, na sua região abdominal, ossos de um animal da mesma espécie, mas, ainda, em idade infantil. O que poderia representar aquilo?

Na época, pouco se sabia sobre a forma de gestação dos dinossauros. Muitos estavam divididos entre o desenvolvimento interno e a possibilidade deles, assim como a maior parte dos répteis atuais, botar ovos. Aquela seria a prova definitiva que as fêmeas Coelophysis ficavam grávidas? A resposta veio com uma análise mais detalhada das dimensões da ossada encontrada no abdômen daquele réptil. Sim, era um pequeno Coelophysis, mas já era desenvolvido demais para ser um feto. O que estaria ele fazendo ali?

Em uma época sem leis e com regiões cerebrais, que representassem sentimento de paternidade ou relações sociais, não desenvolvidas, a resposta só poderia ser uma: os Coelophysis, em épocas de escassez de alimentos, alimentavam-se de seus próprios filhotes. Um comportamento canibal difícil de ser observado em qualquer espécie animal.

Entre os herbívoros, temos os prossaurópodes, que mais tarde, dariam origem aos maiores animais que já habitaram a superfície terrestre. Descendentes dos tecodontes, podemos encontrar várias espécies nessa subordem de dinossauros. Entre eles, temos os Tecondotossaurus, Melanossaurus e, talvez, um dos menores fósseis de dinossauro pertencesse ao Musaurus, cujo esqueleto completo, quando descoberto, cabia na palma da mão. Lógico que se trata do fóssil de um filhote, de qualquer maneira, o estado de preservação era bastante admirável.

Ainda, entre os prossaurópodes, temos no Plateosaurus (“lagarto comum”) o mais representativo entre estes répteis. Unia várias características de saurópodes e prossaurópodes. Podia andar tanto ereto quanto nas quatro patas, uma característica já adotada no Jurássico pelos saurópodes. Seu nome se deve a um cemitério desses répteis, provavelmente surpreendidos por uma enxurrada, o que acabou enterrando diversos fósseis apenas dessa espécie, em um só lugar.

Vale citar, ainda, entre os dinossauros representativos do triássico, o Procompsognathus (“antes do Compsognathus” ou “antes do queixo bonito”), ancestral do Compsognathus (“queixo bonito”), diferia deste apenas por ser um pouco maior. O Procompsognathus também foi uma espécie de elo entre os répteis e as aves. Quando os fósseis do Archaeopterix (“asa primitiva”), este foi confundido com o Procompsognathus. Entretanto, o Procompsognathus não existiu no Jurássico, época de existência do Archaeopterix. E o que seriam aquelas formas fossilizadas ao redor de seu corpo?

Após um estudo mais detalhado dos fósseis, descobriu-se que, apesar de tamanhos equivalentes, de fato, não se tratava de um Procompsognathus do Jurássico e aquelas formas eram penas. O Archaeopterix foi a primeira ave a ser encontrada, porém, não é a mais antiga. Sua importância essencial: a confirmação da evolução dos répteis para aves.

Ainda, no triássico, temos o aparecimento de mamíferos primitivos. Animais que tinham corpo e aparência de répteis e, até mesmo, em algumas espécies, gestação externa. Só que era neles que residia o futuro, inclusive da espécie humana. Existiam seres bastante curiosos, como o sempre sorridente Dimetrodon, um pelicossauro de sangue frio. Carnívoro, utilizava uma espécie de “vela” nas costas, provavelmente para absorver energia térmica. Ainda não eram mamíferos, mas, desse sinapsídeos descendem os ancestrais diretos da ordem mammalia: os terapsídeos. Entre as características que mais tarde seriam passadas aos mamíferos estão a presença de dentes com formatos diferentes e uma tentativa de sangue homeotérmico.

Os terapsídeos são os sobreviventes do Permiano. Uniam várias características dos mamíferos e chegaram a ser senhores do planeta durante o final da Era Paleozóica. Durante o Triássico atingiram uma variedade grande de espécie. Entre os mais representativos desses répteis mamaliformes, temos o Cynognathus (queixo de cão), um réptil que chegava a lembrar um canidae atual. Apresentava pêlos, dentes caninos e sistema de regulação sanguínea.

Ainda resta, no Triássico, falar sobre os ictiossaurídeos. Tratava-se de répteis que, por alguma razão, resolveram se deslocar da terra para a água. Seu formato lembra os golfinhos atuais. As diferenças residem no fato dos ictiossaurídeos serem carnívoros ferozes e mais “redondinhos” também. Os representantes mais importantes desses animais são o Ophthalmosaurus (“réptil de olho grande”).

As atividades tectônicas e vulcânicas marcam o final do Triássico. A superfície terrestre começa a ser moldada para a chegada de um novo período: o Jurássico. A Pangéia vai desaparecer e, com ela, a maior parte das espécies animais. Por outro lado, a vida vai triunfar mais uma vez e um novo estágio de evolução dos répteis vai ser atingido. Entraremos na era de gigantes como o Diplodocus e o Seismossaurus. A vida no planeta continua e a evolução ainda continua. No Jurássico caminharemos para mais uma nova explosão da vida, com um novo palco armado e novos atores para estrelar o show da vida.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Capítulo VII - Evolução - Arqueozóico e Paleozóico


Após a conclusão do projeto V.I.D.A. (Validação da Imagem Documentada e Atualizável), veio a sua aplicação real. A palavra “evolução” é bastante utilizada para descrever o processo que se seguiu. Na realidade, passou a ser conhecida no século XIX. Digamos que o significado da palavra não foi de muito agrado da nossa famigerada amiga, a religião. Afinal, para quem controlou a Idade das Trevas, uma palavra que vem do latim “evolutio” e significa desabrochamento, de fato, não é muito agradável.

Os cientistas terráqueos costumam dividir a evolução do planeta em eras, sendo que estas são divididas em períodos. São chamadas eras geológicas, pois os geólogos quiseram que fosse assim – tudo o que chega até nós hoje é através das pedras que os geólogos estudam.
A primeira das eras, a Arqueozóica, compreende apenas um período, o Pré-Cambriano.É aqui que planeta começa a esfriar e há um esboço de ambiente para o surgimento de vida.

Depois, temos a era Paleozóica. Dividida em vários períodos – Cambriano, Ordoviciano, Siluriano, Devoniano, Carbonífero e Permiano – temos o que é chamado de explosão cambriana. A vida finalmente surge. Em muitos milhões de anos, a vida sai dos coacervados e entra, finalmente, nas estruturas celulares mais organizadas – as bactérias e seres unicelulares.

Agora começamos a evolução. O mundo das bactérias, protozoários e seres microscópicos, apesar de muito pequeno, é muito selvagem. Bactérias comem bactérias, se misturam, uma verdadeira bagunça. Basicamente, se reproduzem por mitose, ou seja, se dividem sem trocar material genético, o que garante um mundo chato onde todos os seres têm a mesma característica.

Um belo dia, uma bactéria, que chamaremos de Joe (particularmente, acho que George é um nome perfeito para bactéria, mas Joe é mais curto e fácil de escrever), resolveu que não queria um mundo chato para seus descendentes. Então, procurou outra bactéria com características bastante diferentes das dele e a convidou para irem a uma bela poça fumegante que ele havia encontrado e poderiam caçar milhares de outras bactérias menores. Lá chegando, Joe ofereceu o que havia de melhor em comida para Lucy, a outra bactéria.

Bactérias, em si, não são muito apegadas a sentimentos. Só que Lucy era realmente diferente! Praticamente uma Fernão Capelo Bactéria! E todo aquele cavalheirismo e atenção de Joe fez brotar algo completamente novo em seu núcleo. De repente, quando os dois estavam assistindo a um vírus passar nadando, na superfície da água, Lucy vira para Joe e diz:

- Joe, sabe, essa poça é tão legal, somos tão diferentes um do outro. Não gostaria que meus descendentes fossem iguais a mim.

- Confesso, Lucy, que também gostaria que todos fossem um pouco mais diferente por essas redondezas. Mas, desde tempos imemoriáveis, temos o mesmo material genético.

- É, na minha poça acontece o mesmo problema. Não há com quem falar, discutir sobre política...todos pensam da mesma forma. A mesma visão do mundo.

- Sabe, Lucy. Andei imaginando alguns processos que poderiam mudar a situação atual. E tive um idéia. Se bactérias de poças diferentes trocarem seu material genético, talvez, o problema seja mudado.

Uma pausa aqui. Os religiosos que admitem que a teoria de Darwin é correta, questionam este ponto. Eles afirmam que, para que Joe tivesse tal idéia, Deus havia aparecido em seus sonhos e posto ela lá. Entretanto, tal informação é só a título de curiosidade. E vale lembrar que tal corrente de religiosos só chegou a essa conclusão por que algum filósofo, após pensar muito e muito, apresentou a idéia.

Joe continua:

- Aliás, que tal se a gente...

- Oh! Eu adoraria, Joe – fala Lucy.

- Trocar material genético?

- Sim, é algo estranho, mas ao mesmo tempo tão tentador. E creio que sejas a bactéria perfeita para experimentar.

Então, Joe e Lucy inventaram o sexo. E o futuro da diversidade (e da diversão) do planeta estava assegurado. Também nasceu a expressão "fisgar a bactéria pela boca".

Enquanto isso, uma daquelas bactérias menores, o Karl, que serviam de banquete para Joe e Lucy, teve outra idéia. Saiu nadando pela poça de Joe, escapando das bactérias famintas maiores e saiu chamando cada bactéria menor que encontrava. Em um cantinho, reunindo-se com várias outras, falou:

- Companheiros, assim não dá para continuar. Olhem para nós. Estamos assustados, estressados, deprimidos, sem liberdade de ir e vir. Não dá para continuar assim. Temos que nos unir, tomar uma atitude enérgica contra esses opressores.

- Apóio! – alguém da multidão gritou.

- É isso mesmo, ninguém suporta mais... – outra concorda.

- Mas, e o que iremos fazer? – uma das bactérias pergunta.

- Calma, companheiro. – diz Karl – Após muito estudar o hábito de vários outros clãs, opressores e oprimidos, tive uma idéia. Elaborei um plano que colocará nosso clã no topo da cadeia alimentar bacteriana. É muito simples, porém, bastante efetivo. Algo que irei batizar de sociedade.

“Devemos nos organizar e passar a viver juntos como uma unidade, cada qual com a sua função definida e, dessa forma, poderemos enfrentar todas as ameaças e ser uma nova ameaça”.

Assim, nasce, de uma só vez, a política, a sociedade, o socialismo e, o mais importante, colônias bacterianas e protozoáricas, que futuramente, dariam origem aos seres pluricelulares.

Chegamos ao final desse período, que o mundo é infestado por bactérias – eram tantas, que até hoje não desapareceram. A religião afirma que elas não são coisa de Deus. Talvez, por isso, elas não tenham se destruído ainda. Ou por que tenham adotado um modelo socialista desde o início... Quem pode saber?

Agora, a criatividade evolutiva não tem limites. As novas idéias de Karl espalharam-se pelo mundo bacteriano. De boca em boca corria a notícia de como um grupo de bactéria conseguiu se reunir e ocupar o topo da cadeia alimentar.

As bactérias heterótrofas criaram novos seres, que, futuramente, com a gradativa mudança ambiental terrestre, dariam origem a outros de forma mais complexas. Os oceanos primitivos começavam a mostrar um tipo de formação que, até então, era somente microscópica: a vida! Bactérias autótrofas criaram sistemas que, posteriormente, formaram algas. E mostrando a versatilidade desse tipo de arranjo, foram as primeiras a saírem para a terra e criar as plantas. Assim, estava sendo preparado o terreno para que a vida se desenvolvesse na terra.

Atividades sísmicas e vulcânicas começaram a mudar a o relevo terrestre. Finalmente, a atmosfera permite mais passagem da luz solar. Continentes são formados. Inicialmente, apenas um, com o nome de Pangéia, segundo a ciência humana.

Bem, enquanto a superfície era modelada, tínhamos uma variedade muito grande de habitantes no único oceano - Pantalassa. A lei não era muito diferente do mundo bacteriano. Uma verdadeira bagunça! Peixe come plâncton, peixe come peixe e assim as coisas eram levadas. Só que, um dia, alguém tem que se cansar. E, dessa vez, foi a vez do Humberto.

Ele não agüentava mais ter que nadar com todas as suas forças para fugir dos peixes maiores, ter que se esconder... Um dia, imagine, quase ficou aleijado de uma nadadeira, após uma perseguição de um carcarodonte. O psicólogo até disse para ele procurar águas mais tranqüilas, pois estava ficando muito estressado com a vida que levava.

Porém, Humberto não tinha idéia de lugar algum onde pudesse ser mais tranqüilo. Por isso, desenvolveu uma habilidade espetacular. Após muito treinar, ele conseguia impulso que o jogava para fora d’água. Algo muito útil numa perseguição, já que, saindo da água por alguns instantes e caindo nela de volta, havia certa probabilidade de seu perseguidor ter desistido.

Com o tempo, Humberto foi desenvolvendo suas habilidades. E, dentro de alguns anos, conseguiu nadadeiras mais, digamos, aerodinâmicas, que davam a ele certa sustentação quando estava fora d’água, indo cair alguns metros longe do local onde tomou impulso e se livrando de uma vez por todas do predador que não o deixava em paz.

Humberto havia acabado de inventar uma nova espécie de peixe – o voador. Depois de um tempo, essa espécie desenvolveu cada vez mais essa habilidade e voava pelo prazer de voar, afinal, não há nada melhor que tirar as nadadeiras da água.

Um belo dia, um dos descendentes de Humberto, o Herbert, estava fazendo um de seus vôos rotineiros. Olhava de um lado a outro e percebia como o oceano era bonito por fora. Aspirava aquele ar, que entrava por sua bexiga natatória. Era tão diferente. De repente, sem perceber, CATAPLOFT! Bate contra alguma coisa e cai.

Entretanto, diferentemente das vezes em que bateu em rochedos e caiu de volta no oceano, agora havia caído em algo duro e, ao mesmo tempo, macio. A explicação é simples para nós. Enquanto viajava em seus pensamentos (os astrólogos terráqueos diriam que Herbert nasceu no mês de dezembro), ele não percebeu e acabou invadindo o continente e caindo na areia da praia. Fora mais longe que a região em que costumava decolar e realizar seus vôos matinais.

Quando Herbert acordou, percebeu aquela areia granulada e branca. Não muito diferente da que havia no oceano, mas com uma diferença fundamental: era seca. Acostumado com longos vôos, Herbert podia respirar por um tempo relativamente longo fora da água.

Olhou para um lado e para outro. Percebeu que havia algas gigantescas que cresciam por aquelas terras. Observou, também, que milhares de anos de evolução dos peixes-voadores haviam lhe proporcionado nadadeiras fortes o suficiente para conseguir se locomover pela terra seca. Assim, poderia voltar para a água quando quisesse.

Herbert havia encontrado um pedacinho do paraíso. Agora, voltava lá sempre que podia, trazendo garotas para conhecer seu local secreto. E, cada vez mais, desenvolvia uma habilidade de poder se locomover e respirar melhor em terra seca. Mais alguns anos de evolução depois, nasciam os anfíbios.

Os anfíbios são seres curiosos. Primeiros habitantes da terra seca e ainda passam sua infância debaixo da água. Basicamente, há dois tipos: os que apresentam cauda na fase adulta e os que perdem a cauda. Entre os que continuam com rabo, mesmo depois de crescidinhos, temos as salamandras. Interessante é que, em alguns desses anfíbios, acontece algo que não é permitido na maioria das espécies animais. Existe uma salamandra, chamada axolotle, que é bem assanhadinha quando criança. Uma das únicas espécies animais conhecidas a se reproduzir ainda em idade infantil.

Continuando, um dia, um girino, cansado daquela vida chata dentro da água, decidiu que não queria aquilo para seus filhos. Assim, era dado mais um passo na evolução das espécies, e nasciam os répteis. Nessa época, já existiam insetos. Formas alienígenas de vida que ninguém ainda explicou como surgiram, mas que infestaram o planeta. Seres mais avançados na linha evolutiva, por isso, poucas mudanças foram observadas através das eras.

Chegamos ao período Devoniano, Era Paleozóica. A partir daqui, começa o reino dos répteis, que durará algo muito curto, levando-se em conta a idade da Terra naquela época: já com mais de 5 bilhões de anos...e 4,1 desde que a vida começou a tomar forma. As próximas eras, que compreendem o aparecimento da humanidade, representam apenas 8,9% de todo o período de tempo, desde o aparecimento da vida. Se dividíssemos em um ano, com 1º de janeiro representando o surgimento dos primeiros sistemas orgânicos organizados, as eras mesozóica e cenozóica seriam apenas o mês de dezembro. Em outras palavras, é um período bastante curto, desde que as primeiras formas de vida completamente terrestre começaram a reinar efetivamente a superfície da Terra.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Ele de Novo...

"Na Via-Láctea podem existir muitos mundos nos quais a matéria evoluiu para a vida consciente. Eu me pergunto, seriam eles muito diferentes de nós? Que aparência teriam? E a política, a tecnologia, a música e a religião? Teriam padrões culturais que nós sequer imaginamos? Seriam eles também um perigo para si mesmos?"
(Carl Sagan, Cosmos)


quarta-feira, 13 de junho de 2007

Imagine All The People...

...living life in peace.

sábado, 9 de junho de 2007

Set the Controls...

O espaço...entre esses pontos há o desconhecido e coisas especiais...
Falando em especial...

Aí está...são três. Graças aos outros dois, a do meio pode ser tão especial.
WOW!!! Ela é linda, não é?

Vamos nos aproximar um pouco mais...

Vamos chegar um pouquinho mais perto...




Que planeta Lindo! Tolkien não poderia ter escrito em outro planeta mesmo...dá vontade de chegar um pouco mais perto...


Oh, Não! Como os humanos conseguem destruir a sua própria casa? Como conseguem desprezar algo tão belo?